Tesseract 3D

O que é impressão 3D: guia completo

Como a peça sai do arquivo, onde a impressão ganha da usinagem e da injeção e o que perguntar antes de contratar.

Desenho ilustrativo: a mesma peça usinada de um bloco, injetada num molde e impressa em camadas.

Em resumo

  • Impressão 3D constrói a peça em camadas a partir de um arquivo, sem molde e sem ferramenta feita para ela.
  • Ela ganha da usinagem e da injeção quando a quantidade é pequena, o projeto ainda muda ou a geometria é difícil.
  • A Tesseract imprime em FDM a estrutura e a peça grande, e em SLA o detalhe fino.
Neste guia
  1. O que é impressão 3D
  2. Impressão 3D, usinagem e injeção
  3. FDM e SLA
  4. Os materiais
  5. Onde a indústria usa
  6. Os limites
  7. Como contratar
  8. Glossário
  9. Perguntas frequentes

O que é impressão 3D

Impressão 3D é a fabricação de uma peça a partir de um arquivo digital, camada por camada, somando material só onde a peça existe. Por isso ela também se chama manufatura aditiva: em vez de tirar material de um bloco, a máquina constrói a forma de baixo para cima.

O arquivo é o modelo 3D da peça, desenhado em CAD ou escaneado. Antes de imprimir, um programa chamado fatiador corta esse modelo em fatias finas e calcula o caminho que a máquina faz em cada uma. A impressora segue esse caminho, fatia por fatia. Quando a última camada termina, a peça está inteira, mas ainda com as marcas do processo: suporte para tirar, superfície para lixar e, quando o uso pede, pintura.

Para quem compra, o que importa é a consequência disso. Não existe molde nem ferramenta feita para a peça, então mudar o projeto é mudar o arquivo. E uma geometria complicada, com cavidade interna ou curva difícil, não sai mais cara que uma simples do mesmo tamanho, porque a máquina não sabe a diferença. Ela só empilha camadas.

Impressão 3D, usinagem e injeção

Quase toda peça de plástico ou de metal que você conhece saiu de um destes três caminhos. Eles não brigam o tempo todo. Cada um ganha numa faixa de quantidade, de prazo e de forma, e muita peça passa por mais de um ao longo da vida do produto.

Na usinagem, uma fresa ou um torno parte de um bloco maciço e remove material até sobrar a peça. É precisa e trabalha muito bem com metal. Só que o material removido vira cavaco, e a ferramenta precisa alcançar cada superfície: um canal interno curvo, por exemplo, não tem por onde ser cortado.

Na injeção, o plástico derretido é empurrado para dentro de um molde de aço e esfria com a forma da cavidade. Cada peça sai em segundos e custa pouco. O molde, por outro lado, é caro, demora para ficar pronto e não aceita mudança barata. É o caminho de quem vai produzir muitas peças iguais por muito tempo.

A impressão 3D fica no meio. Sem molde para pagar, o custo da primeira peça é quase o mesmo da centésima. Em troca, o tempo é por peça: cada unidade ocupa a impressora do começo ao fim. Ela ganha quando a quantidade é pequena, quando o projeto ainda vai mudar e quando a forma complica a vida das outras duas.

Os três caminhos lado a lado
CritérioImpressão 3DUsinagemInjeção
Ponto de partidaO arquivo e o material, camada por camadaUm bloco maciçoUm molde de aço feito para a peça
Ferramenta da peçaNenhumaAs ferramentas de corte de sempreO molde, que é caro e demora
Forma internaCanal e cavidade fechados são possíveisSó onde a ferramenta alcançaSó o que sai do molde
Mudança no projetoTroca o arquivoNovo programa de corteAjuste ou molde novo
Onde compensaUnidade, protótipo e lote curtoUnidade e lote curto, em especial em metalLote grande e repetido

Na prática, o mesmo produto costuma passar pelos três. O protótipo sai impresso, a peça de teste em metal sai usinada e, quando o projeto congela e o volume justifica, vem o molde. Saber em que ponto você está ajuda a pedir a coisa certa.

FDM e SLA

Existem várias famílias de impressão 3D: com pó, com metal, com jato de material. A Tesseract trabalha com duas, FDM e SLA, e é delas que este guia trata.

Na FDM, um filamento de plástico passa por um bico aquecido, derrete e é depositado num filete fino que desenha o contorno e o miolo de cada camada. A peça é uma pilha desses filetes. É a tecnologia da estrutura: peça grande, base de maquete, protótipo que vai para a bancada, gabarito de linha. O limite é o detalhe, porque nada sai menor que a largura do filete.

Na SLA, a peça cresce de cabeça para baixo dentro de uma cuba de resina líquida. A luz atravessa o fundo da cuba e endurece a resina só onde a peça existe, numa camada muito mais fina que a da FDM. A superfície sai lisa e o detalhe aparece: mostrador, válvula, letra pequena. Em compensação, a resina é mais rígida e mais quebradiça, e o volume de impressão é menor.

Muita maquete industrial usa as duas: a estrutura em FDM e o detalhe em resina, montados juntos. A comparação critério a critério está no guia FDM ou SLA?.

Os materiais

O material sai do uso da peça, não do catálogo. Quatro dão conta do trabalho do dia a dia:

  • PLA: estável, empena pouco e aceita lixa, primer e pintura. É o material da maquete e do protótipo visual. Não gosta de calor nem de esforço contínuo.
  • ABS e PETG: aguentam mais esforço, impacto e calor que o PLA. São os filamentos da peça que trabalha, como gabarito, protótipo funcional e reposição. O ABS suporta mais temperatura, e o PETG tem boa tenacidade.
  • Resina: a camada mais fina e a superfície mais lisa, para o detalhe e a peça pequena. Em peça grande fica cara e frágil, e sente calor antes dos filamentos técnicos.

Uma peça pode misturar materiais: a base em PLA, um encaixe em PETG, o painel em resina. Quem fecha a combinação é a análise técnica, a partir do que a peça vai enfrentar.

Onde a indústria usa

Na indústria, os pedidos de impressão 3D caem em dois grupos. O primeiro é de engenharia: o protótipo, para conferir encaixe e forma antes do ferramental, e as peças sob demanda, como gabarito, dispositivo e reposição em lote curto. O segundo é de comunicação: a maquete industrial, que mostra um equipamento ou uma planta sem que ninguém precise levar o equipamento ou visitar a planta.

A maquete aparece em quatro usos, cada um com a sua página:

  • Treinamento: o equipamento em corte, com peça removível, para ensinar a operar e a manter sem parar a máquina de verdade.
  • Presentes corporativos: a máquina do cliente em miniatura, como peça de mesa, para entregar numa visita ou num evento.
  • Feiras e eventos: o equipamento no estande sem o custo de levar o equipamento, em módulos que se montam no local.
  • Demonstração de vendas: o vendedor leva o equipamento na mala e explica na mesa do cliente.

O setor automotivo junta os dois grupos: a engenharia pede protótipo e dispositivo de linha, e a área comercial pede maquete.

Os limites

Impressão 3D não serve para tudo, e é melhor saber disso antes de pedir orçamento.

  • Lote grande e repetido. Com muitas peças iguais, o molde de injeção passa a compensar, e a impressão fica com o protótipo e o lote curto.
  • Detalhe menor que o processo. Na FDM, o que é mais fino que o filete vira borrão. A saída é a resina, em peça pequena.
  • Camada à vista. A FDM deixa degraus nas faces inclinadas. Lixa e primer escondem; sem acabamento, eles aparecem.
  • Força entre camadas. A peça de FDM é mais fraca no sentido em que as camadas se separam, então a posição dela na mesa é escolhida pensando no esforço.
  • Calor e carga. PLA e resina sentem calor e esforço antes do ABS e do PETG. Peça perto de motor ou ao sol pede o material certo.
  • Tamanho. A peça maior que a impressora é dividida em módulos que se encaixam, e a divisão é decidida na análise técnica.

Como contratar

O pedido começa pelo arquivo, em STL, STEP ou OBJ. Se ainda não existe modelo 3D, fotos com medidas servem de ponto de partida.

Junto com o arquivo, conte para que a peça serve: onde ela vai ficar, se vai ser manuseada, se tem data marcada e quantas unidades são. Essas respostas decidem tecnologia, material e acabamento mais do que o próprio desenho.

Ao comparar propostas, olhe além do valor. Pergunte qual tecnologia e qual material vão ser usados e por quê, como uma peça grande vai ser dividida, que acabamento está incluído e como a peça viaja até você. Duas propostas com o mesmo preço podem entregar coisas bem diferentes.

A análise técnica volta em até 24 horas úteis, com a viabilidade, o material recomendado e o prazo. O pedido, do arquivo à entrega, está explicado etapa por etapa em como funciona. A Tesseract imprime em São Paulo e entrega em todo o Brasil.

Glossário

Manufatura aditiva
O nome técnico da impressão 3D. Aditiva porque soma material, ao contrário da usinagem, que remove.
CAD
O programa em que a peça é desenhada. O arquivo que sai dele é o ponto de partida da impressão.
STL
O formato mais comum na impressão. Descreve a superfície da peça com uma malha de triângulos.
STEP
Formato de CAD que guarda a geometria exata, não uma malha. Facilita a análise e as mudanças.
Fatiador
O programa que corta o modelo em camadas e gera o caminho que a impressora percorre.
Camada
Cada fatia da peça. A altura dela pesa no acabamento e no tempo de impressão.
Filete
O fio de plástico derretido que a FDM deposita. A largura dele limita o menor detalhe.
Preenchimento
A estrutura interna da peça de FDM, que raramente é maciça. Acompanha o esforço que a peça vai levar.
Suporte
A estrutura provisória que segura as partes da peça que ficam no ar. Sai depois da impressão.
Pós-cura
Na SLA, a exposição à luz depois da impressão, que termina de endurecer a resina.
Tolerância
Quanto a medida real pode variar em relação ao desenho. A Tesseract trabalha com ±0,1 mm.
Escala
A relação entre o tamanho da maquete e o do objeto real. Sai do uso: o que precisa caber na mesa, na mala ou no estande.
Empenamento
A deformação da peça quando ela esfria de forma desigual. O PLA é o que menos empena.

Perguntas frequentes

Peça impressa aguenta uso industrial?

Depende do material e da posição em que ela é impressa. Gabarito, dispositivo e protótipo funcional em ABS ou PETG trabalham na linha e na bancada. Peça que vai levar carga contínua ou calor alto passa pela análise técnica antes.

Quanto custa imprimir uma peça?

Não existe preço por quilo ou por hora que sirva para tudo. O valor sai do tamanho, do material, do acabamento e da quantidade, e chega junto com a análise técnica.

Dá para imprimir uma peça maior que a impressora?

Dá. Ela é dividida em módulos que se encaixam. A análise técnica decide onde cortar, pensando em onde a emenda aparece menos e em como a peça vai viajar.

Quanto tempo leva para imprimir?

Depende do tamanho, da tecnologia e do acabamento: uma peça pequena em resina e uma maquete em módulos têm prazos bem diferentes. O prazo de cada pedido sai da análise técnica, junto com o material e o valor.

Preciso ter o arquivo 3D?

O arquivo agiliza, mas não é obrigatório para começar. Sem ele, fotos e medidas da peça servem de ponto de partida, e a análise técnica diz o que dá para fazer com elas.

Impressão 3D substitui a injeção?

Não. Ela entra antes do molde, no protótipo e no lote curto, e às vezes depois, na reposição de uma peça que não tem mais molde. Para muitas peças iguais por muito tempo, a injeção continua sendo o caminho.

  • Maquetes de uma estação de tratamento de água na mesa de um estande da Fenasucro: o rack de ultrafiltração e o skid de osmose reversa, com as luzes da feira ao fundo.
    Feira

    A peça em escala vai ao estande no lugar da máquina de verdade.

  • Um expositor segura a maquete de uma válvula de controle em corte e mostra o miolo para um grupo, no corredor do estande.
    Treinamento

    O equipamento que não pode parar vai para a sala, em corte.

  • Uma mão apresenta maquetes em corte de válvulas de segurança, ao lado do esquema do processo na parede do estande.
    Visita de vendas

    O vendedor leva na mala o que nunca caberia nela.

Tem uma peça em mente?

Conte o que ela precisa fazer. A análise técnica diz se a impressão 3D é o caminho e com qual tecnologia.

Fale com a gente

Preencha e abrimos a conversa no WhatsApp.

Telefone
Informe um telefone válido.